Saúde: HMI firma parceria com Instituto Sorriso Legal para tratamento do lábio leporino com células-tronco

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O Hospital Materno Infantil (HMI), em parceria com o Instituto Sorriso Legal (ONG), deu inicio a um novo procedimento, que vai ajudar na correção da fissura de lábio e fenda palatina, conhecida por lábio leporino. É a coleta de células-tronco retiradas do sangue do cordão umbilical para criar um tratamento que pode reduzir o número de operações necessárias para bebês com essa condição. A cesariana que dura em torno de 45 minutos foi realizada nesta quarta-feira (09), acompanhada por profissionais da ONG.

De acordo com Fábio Costa, diretor técnico do HMI, a partir de agora as mães que tiverem o diagnóstico de lábio leporino em seus bebês, pode solicitar a cesariana eletiva para retirada de células tronco do cordão umbilical. “É um avanço para a cidade de Marabá. Nós convidamos todas as mães que tenham esse diagnóstico a nos procurar porque vai ser muito importante para buscar a perfeição na correção do lábio leporino nessas crianças”, destaca.

Fábio Costa, Diretor do HMI

O odontólogo Gustavo Izaias, coordenador da Saúde Bucal na ONG, acompanhou a cirurgia, que é a primeira desse tipo no HMI. Ele explica que a mãe do bebê, uma paciente de 29 anos, do município de Novo Repartimento, procurou a ONG desde que recebeu o diagnóstico do filho, por meio do exame de ultrassonografia, e logo foi acompanhada. O bebê, um menino, nasceu com a fissura labial bilateral e o palato fissurado total.

“A mãe passou com a gente no Instituto, com nossa equipe multidisciplinar e fizemos esse acompanhamento do pré-natal. Tivemos a oportunidade de fazer essa programação junto com o HMI, para acompanhar o nascimento desse bebê, para de imediato fazermos o tratamento dele”, esclarece o dentista, explicando que a criança será operada por volta dos quatro meses de vida ou até alcançar o peso de seis quilos, até lá passará por procedimentos preparatórios para a reconstrução labial.

“Nós fazemos a moldagem da boquinha do bebê, pra fazer uma plaquinha palatina, ela tampa o céu da boca do bebê, proporcionando para ele mais qualidade de vida, isso tudo preparando para a cirurgia. Pra fechar o lábio, utilizamos uma fitinha labial até o momento da cirurgia, a queiloplastia, que é o fechamento do lábio”, explica o coordenador da ONG.

O tratamento pode ser concluído antes de um ano e 2 meses de vida, idade cronológica para a criança começar a falar, explica o dentista, ressaltando que tudo dependerá do desenvolvimento do bebê. “Quanto antes o bebê tiver oportunidade de ter o tratamento com certeza seria melhor, porque nessa fase não começou a falar, não envolve a parte psicológica. Não que em outras idades não tenha tratamento, fazemos tratamento desde o bebê recém-nascido até pacientes crianças, adolescentes, adultos, idosos, a idade que aparecer”, destaca Gustavo Izaias.

Gustavo Izaias, dodontólogo e coordenador da ONG

Ana Paula Guedes, presidente do Instituto Sorriso Legal, considera a parceria importante para o fortalecimento, eficiência e qualidade do atendimento aos pacientes. “Quando o gestor do município abraça essa causa, junto com sua equipe, a rede de atendimento, com certeza a pessoa mais beneficiada é o paciente. Nós agradecemos essa parceria, porque o tratamento do fissurado vai ter uma melhor e maior qualidade” afirma.

Ana Paula Guedes, Pres. do Sorriso Legal (arquivo)

O que é fissura labiopalatina?

A ONG Instituto Sorriso Legal descreve a fissura labiopalatina como defeitos congênitos, mais comuns entre as malformações que afetam a face do ser humano. A palavra “fissura” significa fenda, abertura. A maioria dos estudos considera as fissuras labiopalatinas como defeitos de não fusão de estruturas embrionárias. Ou seja, tanto o lábio como palato (“céu da boca”).

O Instituto Sorriso Legal está localizado na Folha 33, e atende de segunda a sexta-feira, das 08 às 12h e 14h às 17h30. O telefone pra contato é o (94) 99161-6862 (WhatsApp).

Texto: Leydiane Silva
Fotos: Aline Nascimento 

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