Saúde: Vírus do Câncer de Colo do Útero age silenciosamente

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    Dona Francisca de Assis, aos 57 anos, é uma vitoriosa. Em 2019, a dona de casa recebeu um diagnóstico que deixou toda a família preocupada, ela estava com vírus causador do Câncer de Colo do Útero, o HPV, (Papilomavirus Humano). A descoberta foi feita por meio de exames de rotina, pois o vírus estava agindo de forma silenciosa e não apresentava sintomas.

     “Eu faço meu preventivo regularmente, eu fiz no postinho e me encaminharam para eu fazer uma biópsia aqui no Crismu, a doutora descobriu que estava com o HPV. Ela passou todo o tratamento e graças a Deus me curei”, comenta a dona de casa.

    Francisca de Assis

    A ginecologista Hilomi Seguchi Viana foi quem acompanhou a paciente, ela está entre os cinco ginecologistas do Crismu que trabalham diretamente com a saúde da mulher. A médica esclarece que a Região Norte é endêmica para o câncer de Colo do Útero, por isso, os cuidados devem ser redobrados por todas as mulheres que tenham a vida sexual ativa.

    “99% do câncer de colo do útero é causado pelo vírus do HPV, que é transmissível pela relação sexual sem preservativo. A pessoa contrai o vírus sem saber e dependendo da imunidade e da maior parte do descuido em não frequentar o ginecologista com frequência, a mancha no colo do útero que era pequena, cresce, e se transforma no câncer”, explica a médica.

    A ginecologista ainda alerta que assim como no caso da dona Francisca, a maioria das vezes, a doença se desenvolve sem sinais ou sintomas, ou seja, demora aparecer. No entanto, a mulher deve desconfiar quando surgir sangramento irregular, seja nas relações sexuais, seja com odor fétido. “É um câncer que pode matar, caso não diagnosticado em tempo, mas existe cura, quando não muito avançado”, alerta a ginecologista.

    O maior índice da doença tem sido comprovado em mulheres com idades entre 45 e 50 anos, mas as mulheres mais jovens e até as mais idosas, também precisam fazer os exames, já que o vírus pode demorar anos a se manifestar, o que geralmente acontece com a baixa da imunidade.  “A recomendação é que as mulheres procurem um posto de saúde, um ginecologista uma vez por ano pelo ao menos para fazer seus exames com frequência. Se a paciente apresentar alterações no preventivo tem de fazer acompanhamento semestral. E lembrando que o uso do preservativo é o melhor método de prevenção hoje”, finaliza Hilomi Viana.

    Ginecologista Hilomi Seguchi Viana

    Para aumentar a conscientização sobre a doença e ampliar o trabalho de prevenção, a Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Saúde em Marabá, realiza a Campanha Março Lilás, que pretende atingir o máximo de mulheres, principalmente as da faixa etária de 25 a 64 anos. Todas as Unidades Básicas de Saúde estarão com agendas especiais para a realização de coletas do preventivo e consultas, bem como o Crismu realizará atendimento noturno especial nos dias 09 a 13 de março.

    Texto: Leydiane Silva
    Fotos: Paulo Sérgio 

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