Saúde: No dia do Farmacêutico, profissionais comemoram a conquista da confiança da população   

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Os farmacêuticos de todo o Brasil comemoram nesta segunda-feira, 20 de janeiro, o Dia Nacional do Farmacêutico.  Em Marabá, eles são cerca de vinte e cinco em atuação na Rede Pública Municipal, nas mais diversas unidades de saúde. Têm farmacêuticos no Centro de Abastecimento Farmacêutico (CAF), no Centro de Especialidades (CEI), nos hospitais, no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e nos laboratórios.

Pedro Barroso, 26 anos, é recém-formado na profissão e trabalha há oito meses na Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O jovem farmacêutico diz que a profissão lhe oferece amplas possibilidades, mas trabalhando na rede pública consegue contribuir com a missão de salvar vidas. Ele enfatiza que um dos papéis do profissional é orientar sobre a medicação que será usada pelo o usuário.

“A gente evita a pessoa de se contaminar com medicamentos, evita automedicação. E fica mais próximo do paciente, que conta coisas para o farmacêutico, que não contou para o médico, por exemplo. Nem sempre ele precisa de um remédio e o papel do farmacêutico está ali, com o olhar crítico”, observa.Vale ressaltar que, além da atenção farmacêutica, o profissional desenvolve outras atribuições. Na assistência farmacêutica é quem atua na seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição e dispensação dos medicamentos para as casas de saúde, onde são disponibilizados para a população.

Farmacêutico Pedro Barroso

Lucília Azevedo, tem vinte anos de profissão, quinze deles na rede pública do município. Atualmente, é ela quem coordena a Assistência Farmacêutica da Secretaria Municipal de Saúde no CAF, onde é feito o armazenamento de medicamentos e demais produtos do setor para recepção, estocagem e distribuição. Por mês, são distribuídos cerca de 400 itens de medicação para as casas de saúde de Marabá.

“Eu amo o que eu faço. A gente recentemente atualizou o Remune, que é a relação de medicamentos municipais onde a gente expõe tudo que é competência municipal e tudo que está disponível para o usuário e locais de acesso” ressalta.

Ela relata ainda que, nesta área, as mudanças são rápidas e na rede municipal ela teve a oportunidade de atualizar os conhecimentos por meio de cursos ofertados aos profissionais. “A saúde muda a cada dia, o que a gente precisava há 10 anos não é o que a gente precisa hoje, por isso é importante atualização. O acesso ao medicamento é algo que tem sido muito questionado e o medicamento ocupa uma grande parte para o reestabelecimento da saúde. Ano passado fizemos um curso sobre os cuidados farmacêuticos no SUS”, disse.

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) afirma que até 24,2% das internações hospitalares de urgência ou emergência são provocadas por problemas relacionados aos medicamentos (PRMs), sendo que cerca de 70% podem ser evitadas, com a atuação do farmacêutico no SUS.

O CFF por meio da Resolução nº 460, de 23 de março de 2007, reconheceu o dia 20 de Janeiro como o Dia do Farmacêutico. A data foi escolhida em função da fundação da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF), em 20 de janeiro de 1916. Na época, era a maior instituição representativa da categoria, no País. A ideia da criação de um “Dia” partiu do farmacêutico Oto Serpa Grandado, e foi colocada em discussão, pela primeira vez, no dia 7 de janeiro de 1941.

 

 

 

 

 

 

Texto: Leydiane Silva
Fotos: Farias Jr. 

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