Janeiro Roxo: Médicos e Enfermeiros da Atenção Básica recebem capacitação

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    Os médicos e enfermeiros, que atendem nas Unidades Básica de Saúde (UBS), passam por formação, durante os dias 08 e 09, no auditório da Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac), com palestras sobre a Hanseníase. O treinamento é uma realização da Escola da Saúde, que este desenvolve a campanha Janeiro Roxo, de combate e prevenção da doença.

    Jalília Carla Corrêa, coordenadora da Educação Continuada / Escola Saúde de Marabá, enfatiza que a capacitação é continuidade das formações que estão sendo realizadas pela Prefeitura de Marabá, desde o ano passado, voltadas aos profissionais da Atenção Básica. “Os médicos e enfermeiros da Atenção Primária são aqueles que estão sempre à frente no primeiro atendimento, no atendimento imediato com esses pacientes”, ressaltou.

    As dermatologista, Ruth Mayanna Alexandre e Dyana Melkys Silveira, são as palestrantes desse encontro. De acordo com Ruth, além de atualizar os profissionais sobre a Hanseníase, o programa de treinamento visa formar agentes multiplicadores. Os médicos e enfermeiros terão a missão de treinar os demais técnicos que trabalham nos postinhos. “A nível de Brasil, nós precisamos ter um diagnóstico mais adequado nas Unidades Básicas de Saúde. Trouxemos o assunto de uma forma mais prática, revisando conceitos, formas de transmissão, formas de diagnóstico, especificando mais um pouco sobre o diagnóstico e manejo da doença, e atualizando sobre as reações hansênicas” explica a médica.

    Ainda segundo a dermatologista, a população deve estar atenta aos sinais da doença, geralmente dormência e manchas em partes do corpo. Ela esclarece que é preciso combater o preconceito. “Ela é sim uma doença transmissível, mas para que essa transmissão ocorra precisa de um longo prazo de exposição. Você não adquire hanseníase por estar próxima de uma pessoa com a doença, um contato ocasional. Mas por outro lado, se você tem na sua família alguma pessoa ou amigo de contato prolongado com hanseníase, você sim tem mais riscos de contrair a doença”, informa.

    Henrique de Paula, é clínico geral, na UBS Pedro Cavalcante. O médico acredita que as formações são necessárias e auxiliam no melhor atendimento aos pacientes. “O treinamento ajuda no sentido de reciclar a informação. Queira ou não com o passar do tempo a gente acaba esquecendo algumas coisas. São muitos detalhes para lembrar, é muita doença na cabeça. E os cursos servem para relembrar detalhes de medicamentos, tratamento e até de fechar diagnósticos dos pacientes” finaliza.

    Para a enfermeira Luciana Oliveira, a capacitação sem dúvidas vai fazer diferença na prática profissional no postinho. “Vai melhorar a qualidade da assistência, trazendo para gente sempre o que há de novidades, diagnóstico e tratamento, para que a gente possa passar aos usuários”, observa a enfermeira que trabalha na UBS Liberdade.

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    Texto: Leydiane Silva
    Fotos: Paulo Sérgio

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