Saúde: Número de casos de Leishmaniose continua reduzindo em Marabá

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    O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) também oferece gratuitamente o teste rápido para Leishmaniose

    As equipes de combate a endemias da Prefeitura seguem trabalhando ativamente pela cidade. Desde o início de agosto está sendo realizado o processo de captura dos mosquitos Flebôtomo, conhecido como mosquito palha, responsáveis pela doença.  A coleta se estende até o começo de outubro.

    Durante a noite, os agentes instalam as armadilhas pela cidade e recolhem durante a madrugada. Após isso, os mosquitos capturados são levados para os laboratórios, aonde se verifica o seu sexo. Os machos são eliminados, enquanto são realizadas as pesquisas nas fêmeas para identificar se há a contaminação.

    “Estamos monitorando a cidade completa. Verificaremos em toda a cidade e depois montamos um plano de ação e combate. Vai desde o controle químico com a borrificação intradomiciliar ou peridomiciliar, além da parte educativa e de conscientização até a captura de animais”, explica o coordenador de Endemias e Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), José Amadeu Moreira.

    O trabalho feito pelos agentes já reduziu bastante os casos de leishmaniose. Em 2017 havia mais de 150 casos de pessoas infectadas. Esse número caiu para 46 em casos em 2018 e agora há pouco mais de 10 casos registrados na cidade. O número de mortes em virtude da doença também caiu de quatro casos em 2017 para apenas um este ano.

    Segundo Amadeu, o caso de animais infectados também caiu drasticamente. “Vem caindo gradativamente desde 2017. Entre os principais motivo da queda está o trabalho de conscientiza que foi feito, o controle canino, a melhora na limpeza da cidade e o trabalho dos agentes nesse monitoramento dos focos”, destaca.

    Testes

    O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) também oferece gratuitamente o teste rápido para Leishmaniose. O teste é realizado nas segundas, quartas, quintas, sábados e feriados, das 8h às 10h. Ao chegar é feito um cadastro do animal, contendo sua raça, idade, aonde nasceu, aonde mora, que tipo de instalação ele fica, possíveis sinais de doenças. Após é realizado o teste. Esse controle também é utilizado para identificar possíveis focos potencias da doença.

    A consultora de vendas, Cleide Senna, foi uma que aproveitou os serviços para fazer o teste no seu amado Billy de 7 meses. “Ganhei ele há 7 meses. Já é da família. Temos que cuidar dos nossos animais. São fieis, carinhosos. É muito importante estar sempre acompanhando para evitar doenças”, comenta.

    Dengue

    Os casos de dengue também foram reduzidos na cidade. No último Lira, Levantamento de Indíce Rápido do Aedes Aegypti, Marabá apresentou baixo risco para doença. “É um levantamento feito de dois em dois meses. Há muitos anos Marabá não atingia nesse patamar”, comemora Amadeu. A próxima verificação será feita entre os dias 2 e 6 de setembro.

    Atualmente a equipe de endemias de Marabá conta com 63 agentes, sendo 42 de campo. Na semana passada foram realizadas ações de combate ao foco de mosquito no Bairro Amapá. Recentemente também foram feitas ações no Bairro Liberdade e na Folha 16.

    Além disso, a equipe trabalha diariamente visitando as casas para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de manter o cuidado com a proliferação do mosquito. “A população tem que continuar fazendo controle de lixo da água parada. Precisa apenas de uma baixa para recomeçar o foco. É um trabalho integrado da população e poder público”, reitera.

    Texto: Osvaldo Henriques
    Fotos: Paulo Sérgio

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