Saúde: HMI é pioneiro na região na realização do teste do coraçãozinho

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Desde o dia primeiro de julho, todas as crianças que nascem no Hospital Materno Infantil (HMI), são submetidas a triagem neonatal de cardiopatia congênita crítica, o teste do coraçãozinho. O exame serve para identificar, de forma precoce, algum problema na estrutura do coração do bebê logo após o nascimento, para que a criança não tenha alta médica sem o diagnóstico e precise retornar apresentando repercussões da patologia identificada.

Na maternidade, todos os enfermeiros, fisioterapeutas e pediatras participaram do curso de capacitação para a realização do exame. Durante o curso, que incluiu aulas teórica e práticas, foram apresentados os equipamentos utilizados e as técnicas para o manuseio. “É uma felicidade este serviço estar sendo implantado na maternidade de forma pioneira, pois se trata de uma lei de 2014 e, hoje, temos os equipamentos (oxímetro de pulso). Todos os profissionais envolvidos estão capacitados para a realização do exame”, explicou a enfermeira Vanice Silva.

A fisioterapeuta Ana Paula Varela explica também que o exame é uma forma de fazer um rastreio das crianças. Segundo ela, o exame é feito nas primeiras 48 horas de vida da criança, pois neste período ajuda a identificar algumas cardiopatias. “Se essa criança sair daqui sem o diagnóstico precoce pode ter alguns problemas, pois elas podem ficar até uma semana sem apresentar nenhum sintoma físico, e se não for feito o diagnóstico a mãe percebendo alguma alteração física no bebê vai retornar com a gente, podemos receber essa criança numa situação mais crítica e, realizando esse tratamento precoce, pode facilitar para dar um desfecho mais positivo para essa criança” afirmou.

 

 

 

 

 

Ana Paula ressalta ainda que quando é identificada alguma alteração no teste da criança é comunicado imediatamente a pediatra que irá realizar outros exames e avaliações, se confirmada alguma patologia, o cardiologista é acionado para que seja feito um ecocardiograma na própria maternidade, que já mantém o equipamento disponível. “Se for confirmada uma cardiopatia serão tomadas as condutas necessárias em relação ao problema, e caso não for confirmada a família será comunicada e a criança receberá alta”, explicou Ana Paula Varela.

 

 

 

 

 

 

 

 

Texto: Victor Haôr

 

 

 

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