Saúde: Atendimento farmacêutico garante mais qualidade de vida para diabéticos e hipertensos

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    Aliado ao atendimento médico e de enfermagem, a consulta farmacêutica é um trabalho multiprofissional, que tem como objetivo cuidar da saúde do paciente, por meio do acompanhamento contínuo da terapia medicamentosa. Desde sexta-feira (7), no Posto de Saúde Hiroshi Matsuda, o farmacêutico Pedro Barroso iniciou o atendimento com pacientes diabéticos e hipertensos.

    Dilceu Barroso Júnior, gerente do Posto Hiroshi Matsuda, localizado na Folha 11, Nova Marabá, afirma que o projeto busca dois públicos–alvos: o hipertenso contínuo e o hipertenso que se automedica, além do diabético. “O paciente que tem os fatores isolados de hipertensão e faz uso da medicação para controlar a pressão, chega um determinado tempo que ele já nem precisa mais dos remédios. Ele acaba tomando por medo de derrame, infarto entre outras doenças, faz uso automático da medicação, se automedica, por isso é necessário o acompanhamento”, frisou Dilceu Júnior.

    Dilceu Jr, gerente do posto, enfatiza os perigos da automedicação

    O usuário que desfruta do atendimento farmacêutico é trazido ao Centro de Saúde, através do Agente Comunitário de Saúde (ACS), que realiza primeiro uma triagem em cada paciente visitado. “O farmacêutico senta, tem uma conversa com o paciente e mostra o caminho correto para ele, para que não haja o uso demasiado da medicação”, deixa claro o gerente do posto. Por outro lado, há o atendimento do hipertenso contínuo, que realmente precisa fazer uso da medicação mensalmente.

    A primeira consulta dura em média de 30 a 50 minutos, período que o farmacêutico analisa o estilo de vida do paciente, saúde mental, emocional e física. “A gente se atenta para as medicações que estão sendo prescritas, observa qual estilo de vida do paciente, se ele está tomando a medicação, e se não está tomando o porquê, se as medicações incomodam, se têm efeitos colaterais, interações entre outras observações”, contou o farmacêutico Pedro Barroso.

    Farmacêutico Pedro Barroso destaca a importância do acompanhamento

    O farmacêutico verifica se o paciente tem hábitos alimentares que não são bons, se há dificuldade de fazer atividade física, ou ainda, se está tendo problema emocional. Em todas essas ocasiões acontece o encaminhamento para o profissional responsável, como nutricionista, fisioterapeuta ou psicólogo. Ele pontua que antes havia a crença errônea que ter o medicamento em casa era suficiente para se tratar. “Hoje é de suma importância o acompanhamento do paciente por meio das consultas, a fim de analisar profundamente a vida do paciente, como também a adesão à terapia medicamentosa”, complementou.

    APROVAÇÃO

    O paciente Lucimar Lopes Ferreira, de 56 anos, estava em uma consulta farmacêutica pela primeira vez. Ele tem diabetes, hipertensão e já teve AVC (derrame cerebral). Além de aferir o nível glicêmico, que estava em 420, mais alto que o aceitável, ele tirou muitas dúvidas e pediu para o farmacêutico fazer uma tabela com nome e horário de cada medicamento.  “Está aprovado [o atendimento], a nota é 10”, elogiou Lucimar.

    Seu Lucimar fez a consulta e tirou todas as dúvidas

    Texto: Emilly Coelho

    Fotos: Paulo Sérgio dos Santos

     

     

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